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"A encruzilhada" de Robert Johnson: A lenda diz que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, em troca de uma formidável habilidade para tocar guitarra. Mitos a parte, dedicamos nossos esforços àqueles que apreciam o melhor do Rock, Soul, Blues, funk, hard, heavy metal e todas as vertentes que o estilo Rock n Roll nos direciona. SEJAM BEM VINDOS.

Saudações velhos companheiros,

omo diz o ditado, o bom filho a casa torna!

Foram vários anos desde minha ultima postagem, neste longo período conheci e redescobri varias bandas. Bom, o retorna deste velho marujo mundo dos blogueiros tem um único objetivo, propagar e divulgar o bom e velho rock! Então meus caros, divirtam-se como eu vou me divertir e apreciem como eu aprecio essa boa música! E nunca, nunca mesmo deixem que a chama do rock se apague!

Lembrando que críticas e sugestões são sempre bem vindas!

Um grande abraço desse velho lobo do rock!

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Casa das Máquinas - Lar de Maravilhas (1975)


...home sweet home...

E finalmente, com uma vitória incontestável em nossa última enquete, as portas da Casa se abrem para o bom som da CASA DAS MÁQUINAS !!!

Uma das maiores bandas da história do rock nacional, dá pela primeira vez as caras aqui na Casa e na bagagem traz o também incontestável Lar de Maravilhas, que por muitos é considerado um dos melhores álbuns de Rock Progressivo já produzidos em território verde amarelo!

Apesar do álbum em questão não refletir realmente o som da banda, que tem em seu primeiro e terceiro disco obras autenticas do mais puro Rock and Roll, foi com Lar de Maravilhas que a banda ficou marcada na historia do rock, influenciando grandes bandas do cenário nacional.

A banda teve início quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), dois ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli, conhecido como Pisca, Carlos Geraldo Carge, ex-integrante da banda Som Beat e Pique, ex-integrante da banda de Roberto Carlos.

Em 1974 entraram em estúdio e gravaram seu primeiro álbum, intitulado Casa das Máquinas. Após a gravação do primeiro álbum, Pique deixa a banda e para seu lugar foi convidado o tecladista Mario Testoni Jr., que chega junto com Marinho Thomaz, irmão de Netinho. Assim, Casa das Maquinas passa a contar com dois bateristas.

E em 1975, a banda lança Lar de Maravilhas, o álbum selecionado por vocês que acompanham o blog, é um baú recheado de clássicos do rock nacional. Dentre eles podemos destacar, Vou Morar no Ar, que tem uma letra contagiante e mostra que mesmo com simplicidade é possível fazer progressivo de qualidade. Lar de Maravilhas, com uma bela introdução o som se destaca pela a qualidade, talvez a melhor faixa do disco. Liberdade Espacial, essa é que menos carrega o progressivo, simples e rock and roll! Astralização, agora sai o rock e volta o progressivo, excelente trabalho principalmente na introdução. Cilindro Cônico uma excelente canção onde vale destacar a guitarra no fim da canção. Vale Verde é uma típica canção de progressivo onde a os teclados se destacam.

Estas são só algumas das canções do álbum, agora, se você não entendeu balelas sobre o que aqui escrevi, tire a prova da qualidade do som ouvindo o Casa das Máquinas.
Viva o rock em todas suas vertentes!

Clique aqui para ouvir o som que deixou a Casa um Lar de Maravilhas.

by Boka.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Led Zeppelin - The Song Remains The Same (Remastered & Expanded)


Vencedor da enquete de album ao vivo mais influente do rock, posto hoje esse maravilhoso álbum do Zepelin de Chumbo.

A gravação ocorreu durante três noites consecutivas no Madison Square Garden em New York, no ano de 1973, mas só foi lançado em 1976, como trilha sonora do filme homônimo lançado pela banda. Apesar de muitos - inclusive os próprios Page, Plant, Paul Jones e Bonhan - afirmarem que esse álbum não retrata nem de perto o verdadeiro poder do Led Zeppelin ao vivo, não podemos negar que se trata de um clássico. Jimmy Page diz que a banda estava cansada após uma longa turnê, com o resultado ficando muito abaixo da média de suas apresentações. Já Plant, usa um argumento ainda mais direto: "O lançamento, em 2003, do CD triplo "How The West Was Won" e do DVD duplo, mostrou o que era, de fato, um show nosso". Além de tudo isso, Robert Plant - que para mim foi o professor da maioria dos vocalistas de Rock Pesado - já havia passado por alguns problemas na garganta e não estava em sua melhor forma. O fato mais interessante e importante dessa história toda é que os fãs estavam sedentos por um disco oficial ao vivo do grupo e ninguém deu bola para esses detalhes. "The Song Remais The Same" chegou ao topo das paradas, tanto britânica como americana, da Billboard, em 1976. Talvez, o motivo dessa ansiosa espera por um registro ao vivo, tenha sido o fato de que o Led, no decorrer dos anos 70, foi alvo de freqüentes tentativas de pirataria. Mas graças ao seu sempre competente e “casca dura” manager Peter Grant, que na época monitorava com rigidez esse tipo de ação, muito pouco material chegava em mãos inimigas. De qualquer maneira, a lendária performance, mesmo não sendo considerada, até mesmo pelos próprios músicos, das melhores, mostra que o Led no palco estava à frente de muita banda ao vivo em seus melhores shows!

Eddie Kramer (renomado produtor, que mais tarde veio a produzir os clássicos "Rock and Roll Over" e "Love Gun" do Kiss) gravou os concertos e mixou o material nos estúdios Electric Lady em Nova York e Trident Studios em Londres.

Quando o álbum foi lançado, em 1976, apenas 9 músicas foram inclusas. O filme continha algumas versões que não estavam no álbum e vice-versa. Mas recentemente, em 2007, lançaram o trabalho completo remasterizado. Como o freguês é quem manda, posto o dito cujo, completo, com quinze músicas.

O clima do álbum é variado. Passando pelo rock pesado, blues e muita, mas muita psicodelia, clima as vezes que lembra rock progressivo, com direito a músicas com mais de 20:00 min. Dentre elas, posso citar “Whole Lotta Love” e “Dazed and Confused”, ambas com passagens dignas de uma Jam Band de primeira; esta traz a tradicional apresentação de Page com arco de violino e sintetizadores, mostrando à Les Paul quem manda, destacando também o alucinado John Bonhan no final da música; e aquela a banda presta uma homenagem ao Rock n’ Roll dos anos 50, chegando a fazer até uma referencia a Elvis. “Rock n’ Roll” e “Black Dog”, apesar de Robert Plant nem de longe fazer o que fez em estúdio, são clássicos imortais. Talvez por serem versões um pouco mais arrastadas, conseqüentemente, ficaram mais pesadas do que as originais, do Led Zeppelin IV. Em “Stairway to Heaven”, Jimmy Page brilha, mostrando a diferença entre quem tem “feeling” de verdade - virado no blues -, para um nerd qualquer, que passa 16 horas em um quarto fechado subindo e descendo escala como um robô. “Moby Dick”...sem comentários, né?!!!!

É por aí! Meu tempo acabou! Podem ter certeza que todas as outras músicas estão à altura! Ouçam no volume máximo esse clássico ao vivo do Led Zeppelin, que reinventou o rock e influenciou praticamente todos que vieram depois, inclusive minha banda favorita, o Kiss (apesar de hoje em dia Sir Jimmy Page andar fazendo aparições em shows do Kiss, mais especificamente, dia 12/05/2010, em Londres. Sinal que o cara tem bom gosto! Mas também...quem perderia o maior show da terra em sua cidade natal?!?! hehehe)!!!!!!!!!!
Baixe aqui o disco 01.
Baixe aqui o disco 02.
SPACE ACE