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"A encruzilhada" de Robert Johnson: A lenda diz que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, em troca de uma formidável habilidade para tocar guitarra. Mitos a parte, dedicamos nossos esforços àqueles que apreciam o melhor do Rock, Soul, Blues, funk, hard, heavy metal e todas as vertentes que o estilo Rock n Roll nos direciona. SEJAM BEM VINDOS.

Saudações velhos companheiros,

omo diz o ditado, o bom filho a casa torna!

Foram vários anos desde minha ultima postagem, neste longo período conheci e redescobri varias bandas. Bom, o retorna deste velho marujo mundo dos blogueiros tem um único objetivo, propagar e divulgar o bom e velho rock! Então meus caros, divirtam-se como eu vou me divertir e apreciem como eu aprecio essa boa música! E nunca, nunca mesmo deixem que a chama do rock se apague!

Lembrando que críticas e sugestões são sempre bem vindas!

Um grande abraço desse velho lobo do rock!

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cinderella - Heartbreak Station (1990)


"Um determinado bluesy/rocker com arrogância genuína o suficiente para desenhar comparações a Mick Jagger.", revista ROLLING STONE, sobre Tom Keifer.

Cara, eu havia ouvido apenas os dois primeiros álbuns do Cinderella. O primeiro, “Night Songs”, de 1986 (Lembra, Cafú?! Gordo da padaria tinha! hehehe...), Hard Rock tipicamente oitentista, mas Keifer já dava dicas do que estava por vir e de sua influência blues e classic rock. O segundo, “Long Cold Winter”, de 1988, percebe-se um maior toque blues e country nas composições. Mas o melhor da carreira eu ainda estava por conhecer!

“Heartbreak Station” (1990) me impressionou logo na primeira audição. Como uma banda taxada Hard Glam dos anos 80 pôde fazer um disco tão legal? Uma mistura de Classic Rock, Country, Blues e Glam!! O resultado foi surpreendente! Cheguei a questionar alguns amigos (Cafú, Vitor do Garimpo, GUItarrista...) sobre o som. Mandei algumas faixas do album a eles e todos aprovaram e elogiaram! Por fim, encontrei comentários bastante positivos da Rolling Stone e tive a certeza: não estou viajando...a parada é "A" mesmo! hehehehe...

O álbum rendeu elogios como: “Heartbreak Station é incrivelmente amável e audacioso. Você teria que procurar muito pra encontrar blues puro atual... esta consistência cativante e rítmica, este variado… Heartbreak Station poderia provar o mais inevitável hard rock desde Appetite For Destruction.” ...“temperando suas penetrantes tendências com cordas, saxofones, logrolling bottleneck blues, piano de bordel, pandeiros e o que soa como uma harpa... garotas que dão suporte à Keifer correspondem a Holding Company, passando por um pit stop na vizinhança não só de Bad Company, Humble Pie e Led Zeppelin, mas também de Allman Brothers, James Brown e até Flying Burrito Brothers.” (REVISTA ROLLING STONE).

90% do mérito é desse cara chamado Tom Keifer: vocalista, guitarrista solo/base e compositor da banda. Como se não bastasse, Keifer também toca piano, saxofone e outros instrumentos de corda, dando sempre um tempero a mais ao Cinderella dentro dos estúdios. O restante da banda não deixava por menos: Jeff Labar (guitarra base/solo), Eric Brittingham (baixo) e Fred Coury (bateria) estavam à altura e desde o primeiro trabalho da banda acompanhavam Keifer.

Keifer cresceu ouvindo blues das antigas (Howlin’ Wolf, Muddy Waters, Willie Dixon...) e bandas do porte de Lynyrd Skynyrd, Rolling Stones, Led Zeppelin, Kiss e Aerosmith, além de música country. Por essas e outras é que encontramos explicações para um disco tão bem feito e tão distante das bandas daquela geração.

Destaco:
- a direta “The More Things Change”, Keifer na slide guitar, introdução matadora, Hard;
- a swingada “Love's Got Me Doin' Time”, riffs bacanas, o andamento chega a lembrar “Always on the Run” do Kravitz;
- a agradabilíssima “Shelter Me”, uma mistura folk/country/rock n’ roll com um refrão que muito me lembra música gospel, regada a slide e um solo de saxofone muito legal. Talvez o ponto mais alto do album;
- a Skynyrdiana “Sick For The Cure” deixa transparente as influências de Keifer e da banda;
- a country/folk “One For Rock And Roll” chega a lembrar o andamento de alguma música do “Marshall Tucker Band”, talvez “Amy”;
- “Dead Man's Road” remete um clima faroeste, Keifer manda muito bem no slide e um banjo é facilmente identificado no andamento da música;
- a levada Bad Company/Free de “Electric Love” é óbvia. Destaque também para o riff empolgante chamando o solo de guitarra aos 2:38 min, para ser mais exato. Hehehe...

Galera, vão com fé!

Clique aqui para baixar o trabalho.

Clique aqui e aqui (ultimo link com o próprio Keifer no vocal de Mississipi Kid do Skynyrd) e confira Mr. Keifer fazendo uma jam com Charlie Daniels, Zakk Wylde, Peter Frampton e Donnie Van Zant! Será que tem moral?!
Clique aqui para conferir a banda tocando “Love's Got Me Doin' Time" ao vivo.

Space Ace